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O quarto Evangelho é o mais teológico dos quatro. Começa com o Logos eterno (João 1:1) e apresenta Jesus como o Filho de Deus por meio de sete "sinais" e sete declarações "Eu Sou". Escrito por último, presumivelmente em Éfeso, complementa os Evangelhos sinóticos com material único: as bodas de Caná, Nicodemos, a samaritana, Lázaro e os discursos do Cenáculo.
O Papiro Rylands (P52, ~117-138 d.C.) é o manuscrito do Novo Testamento mais antigo conhecido, contendo fragmentos de João 18. Encontrado no Egito, prova que o Evangelho circulava lá no início do século II, consistente com uma composição em ~85-95 d.C. Eusébio de Cesareia confirma a autoria joanina e a composição em Éfeso no final da vida do apóstolo.
Papiro Rylands P52; Eusébio de Cesareia, História Eclesiástica III; Ireneu de Lião, Contra as Heresias II–III