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Jó é uma obra poética profunda que aborda o sofrimento do justo e a questão do mal. Jó, um homem íntegro, é submetido a provações extremas. O livro questiona a teologia simplista da retribuição (sofreu = pecou) e culmina com Deus respondendo do meio do redemoinho, não com explicações, mas com a revelação de sua grandeza incompreensível.
O livro provavelmente se origina no período patriarcal, dado o cenário (sem menção à Lei de Moisés, sacerdócio ou Templo), a longevidade de Jó (140 anos após a restauração) e os costumes descritos. Textos de sofrimento similares existem na literatura mesopotâmica, como o "Jó babilônico" (Ludlul bel nemeqi, ~1300 a.C.) e o "Diálogo do Sofrimento" sumério.
Ludlul bel nemeqi (Jó babilônico); Poema sumério do sofrimento justo; Eusébio de Cesareia, Preparação Evangélica